quarta-feira, 12 de maio de 2010


A União Europeia (UE), anteriormente designada por Comunidade Económica Europeia (CEE) e Comunidade Europeia (CE), é uma união supranacional económica e política de 27 Estados-membros, estabelecida após a assinatura do Tratado de Maastricht, em 7 de Fevereiro de 1992, pelos doze primeiros países da antiga CEE, uma das três Comunidades Europeias.

A União Europeia é uma formação de um novo tipo de união entre Estados pertencentes à Europa. Enquanto instituição, passou a dispor de personalidade jurídica após o início da vigência do Tratado de Lisboa. Possui competências próprias, tais como a Política Agrícola Comum, as pescas, entre outros. Estas competências são partilhadas com todos os Estados-membros da União Europeia. Trata-se de uma organização que combina o nível supranacional e o nível institucional num campo geográfico restrito com o papel político próprio sobre os seus Estados-membros.


O Tratado de Paris, assinado em 1951, estabelecendo a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, e os Tratados de Roma, assinados em 1957, instituindo a Comunidade Económica Europeia e a Comunidade Europeia da Energia Atómica ou Euratom, foram assinados por seis membros fundadores: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos. Depois disto, a UE levou a cabo seis alargamentos sucessivos: em 1973, Dinamarca, Irlanda e Reino Unido; em 1981, Grécia; em 1986, Portugal e Espanha; em 1995, Áustria, Finlândia e Suécia; a 1 de Maio de 2004, República Checa, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta e Polónia; a 1 de Janeiro de 2007, Bulgária e Roménia.

Em 1972 e 1994, a Noruega assinou também tratados de adesão à União Europeia. No entanto, nas duas ocasiões, através de referendos, a população norueguesa rejeitou a adesão do seu país. À população helvética foi também proposta a adesão do país à União, mas foi rejeitada através de referendo popular em 2001.

A Croácia, a Turquia, a República da Macedónia e a Islândia[8] são os Estados candidatos à adesão à UE. As negociações com os três primeiros países iniciaram-se oficialmente em Outubro de 2005 mas ainda não há uma data de adesão definida - o processo pode estender-se por vários anos, sobretudo no que concerne à Turquia, contra a qual há forte oposição da França e da Áustria. Quanto à Islândia, formalizou em Julho de 2009 a sua candidatura, e caso as negociações sejam bem sucedidas realizar-se-á um referendo para que a adesão se possa efectivar. A primeira-ministra Jóhanna Sigurðardóttir é uma das principais vozes favoráveis à integração na UE, que se seguirá à pior crise orçamental da história do país.

Índice [esconder]
1 História
1.1 Tratados
2 Geografia
2.1 Meio ambiente
3 Demografia
3.1 Línguas
3.2 Religião
4 Política
4.1 Poder de decisão
4.2 Política externa e de segurança
4.2.1 Ajuda humanitária
4.3 Território/Estados-membros
5 Economia
6 Cultura e Educação
6.1 Multilinguismo
7 Notas
8 Referências
9 Ver também
10 Ligações externas

História
Ver artigo principal: História da União Europeia
Após o final da Segunda Guerra Mundial, caminhou-se para a integração europeia, que era vista por muitos como uma fuga das formas extremas de nacionalismo, que tinha devastado o continente.[9] Tal tentativa para unir os europeus foi a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço que, embora tendo o objetivo modesto do controlo centralizado das indústrias do carvão e do aço dos seus Estados-membros, foi declarada como sendo "uma primeira etapa da federação da Europa".[10] Os autores e os apoiantes da Comunidade incluíam Jean Monnet, Robert Schuman, Paul-Henri Spaak e Alcide de Gasperi. Os membros fundadores da Comunidade foram a Bélgica, França, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Alemanha Ocidental.[11]

Em 1957, estes seis países assinaram o Tratado de Roma, que prorrogou o período de cooperação no âmbito da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e criou a Comunidade Económica Europeia (CEE), que institui a união aduaneira e a Euratom, para a cooperação no desenvolvimento de energia nuclear.[11]Em 1967, o Tratado de fusão criou um único conjunto de instituições das três comunidades, que foram referidos coletivamente como Comunidades Europeias (CE), embora geralmente apenas como Comunidade Europeia. [12]

Em 1973, a Comunidade Europeia é alargada de forma a incluir a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido.[13] A Noruega tinha negociado também a sua entrada ao mesmo tempo que esses países, mas os eleitores noruegueses rejeitaram a adesão em referendo e assim permaneceu fora da Comunidade. Em 1979, realizaram-se as primeiras eleições democráticas para o Parlamento Europeu.[14]




O território continental dos Estados-Membros da União Europeia (Comunidades Europeias pré-1993), animados por ordem de adesão.AlbâniaÁustriaBielorrússiaBélgicaBos.
& Herz.BulgáriaCroáciaChipreRep.
TchecaDinamarcaEstôniaFinlândiaFrançaAlemanhaGréciaHungriaIslândiaIrlandaItáliaLetôniaLituâniaLuxemburgoMac.Malta→MoldáviaMont.Países BaixosNoruegaPolôniaPortugalRomêniaRússiaSérviaEslováquiaEslovêniaEspanhaSuécia SuíçaTurquiaUcrâniaReino
Unido


A Grécia aderiu em 1981, e Espanha e Portugal em 1986.[15] Em 1985, o Acordo de Schengen abriu caminho para a criação de uma Europa sem fronteiras, permitindo que os cidadãos se desloquem sem necessidade de apresentar passaportes na maioria dos Estados-membros e de alguns Estados não-membros.[16] Em 1986, a bandeira europeia começou a ser utilizada pela Comunidade e Acto Único Europeu foi assinado.

Em 1990, após a queda do Cortina de Ferro, a antiga Alemanha Oriental tornou-se parte da Comunidade, como parte da recém-unida Alemanha. Com o alargamento para a Europa Central e Oriental na ordem do dia, os critérios de Copenhaga para os Estados candidatos à adesão à União Europeia foram acordados.

A União Europeia foi formalmente criada quando o Tratado de Maastricht entrou em vigor em 1 de Novembro de 1993,[17] e, em 1995, a Áustria, Suécia e Finlândia juntaram-se à recém-criada União Europeia. Em 2002, o euro tornou-se na moeda nacional em 12 dos Estados-membros. Desde então, o euro passou a englobar dezesseis países, com a Eslováquia a aderir à Zona Euro em 1 de Janeiro de 2009. Em 2004, a UE viu o seu maior alargamento, até à data quando Malta, Chipre, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria aderiram à União Europeia.[18]

Em 1 de Janeiro de 2007, Roménia e Bulgária tornaram-se nos mais novos membros da UE e a Eslovénia adoptou o euro. Em dezembro de 2007, os líderes europeus assinaram o Tratado de Lisboa, que se destina a substituir a falhada Constituição Europeia, que nunca entrou em vigor depois de ter sido rejeitada pelos eleitores franceses e holandeses. No entanto, a incerteza sobre o futuro do Tratado de Lisboa, resultou na sua rejeição pelos eleitores irlandeses, em Junho de 2008. Em 17 de julho de 2009, o Parlamento da Islândia concordou em pedir formalmente a adesão à UE, iniciando conversações para um acordo a ser submetido a referendo aos eleitores islandeses. Em 23 de julho de 2009, o Ministro dos Negócios Estrangeiros islandês apresentou, formalmente, o pedido de adesão da Islândia ao seu homólogo sueco (a Suécia assumiu a Presidência da UE nesse mês). Em 2 de outubro de 2009, os eleitores irlandeses aprovaram o Tratado de Lisboa. Com a aprovação final pela República Checa, em 3 de novembro de 2009, a União Europeia concluiu a ratificação do Tratado de Lisboa, entrando em vigor em 1 de dezembro de 2009.

Em 22 de dezembro de 2009, a Sérvia apresentou a candidatura oficial de adesão à União Europeia.[19]

Tratados
A actual União Europeia fundamenta-se juridicamente no Tratado de Lisboa, assinado em 13 de Dezembro de 2007.
O Tratado de Roma, assinado em a 25 de Março de 1957, que instituiu a Comunidade Económica Europeia (habitualmente designada por CEE) e a Comunidade Europeia da Energia Atómica (habitualmente designado por Tratado Euratom).
O Tratado que institui a União Europeia, assinado em 7 de Fevereiro de 1992, que institui a União Europeia (habitualmente designado por Tratado de Maastricht ou por Tratado da União Europeia - TUE).
O Tratado de Lisboa faculta personalidade jurídica à União Europeia. Importantes mudanças incluíram o aumento de decisões por votação por maioria qualificada no Conselho da União Europeia, o aumento do Parlamento Europeu, no processo legislativo através da extensão da co-decisão com o Conselho da União Europeia, a eliminação dos Três Pilares e a criação de um Presidente do Conselho Europeu, com um mandato mais longo, e um Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, apresentando uma posição unida sobre as políticas da UE. O Tratado também fez com que a Carta da União em matéria de direitos humanos, a Carta dos Direitos Fundamentais, se tornasse juridicamente vinculativa.

O objectivo declarado do tratado é "completar o processo lançado pelo Tratado de Amsterdão (1997) e pelo Tratado de Nice (2001), com vista a reforçar a eficiência e a legitimidade democrática da União e para melhorar a coerência da sua ação".[20]

Foram assinados outros tratados que resultaram em algumas reformas nos tratados fundadores e que provocaram alterações a nível institucional
O Tratado de Fusão que estabelece um Conselho único e uma Comissão única foi assinado em Bruxelas a 8 de Abril de 1965.
O Acto Único Europeu (AUE) foi assinado no Luxemburgo em 1986.
O Tratado de Amsterdão, assinado em 2 de Outubro de 1997 previa alterações aos Tratados da UE e CE.
O Tratado de Nice foi assinado em 26 de Fevereiro de 2001.

1948
Bruxelas
1951/52
Paris
1957/58
Roma
1965/67
Bruxelas
1986/87
AUE
1992/93
Maastricht
(fundação da UE)
1997/99
Amsterdã
2001/03
Nice
2007/09
Lisboa

Comunidade Europeia da Energia Atômica (EURATOM)
Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) União Europeia (EU)
Comunidade Econômica Europeia (EEC) →
P
I
L
A
R
E
S
→ Comunidade Europeia (CE)
↑Comunidades Europeias↑ Justiça e Assuntos Internos (JAI)
Cooperação Judiciária e Política em Matéria Penal (PJCC)
Cooperação Política Europeia (CPE) Política Externa e de Segurança Comum (PESC)

União da Europa Ocidental (UEO)


Geografia
Mont Blanc nos Alpes, o ponto mais alto da UE.
O clima da UE é influenciado pelo seu litoral de 65.993 km. (Creta).A geografia da União Europeia é muito variada, apresentando várias áreas climáticas, incluindo as regiões ultraperiféricas; estas incluem a maior parte dos tipos de clima, desde o clima polar até ao clima equatorial. A maior parte da população vive em áreas com clima mediterrânico, clima temperado, clima oceânico e clima continental. Podemos dividi-las em:

Uma área com um misto de clima mediterrânico e clima temperado mediterrânico nos países banhados pelo mar Mediterrâneo, como sul de Espanha, Grécia, Eslovénia, Malta, sul de França e Chipre ou com forte influência deste, como Portugal;
Clima oceânico, todos os países com costa para o oceano Atlântico (excepto Portugal), na península Ibérica, a Galiza, as Astúrias e o País Basco de Espanha e França, toda a costa atlântica de França, Países Baixos, Bélgica, Dinamarca e costa atlântica da Alemanha, bem como as regiões ultraperiféricas de Portugal e Espanha, Açores, Madeira e Canárias;
Clima temperado marítimo, em países sem costa marítima ou países com costa para o oceano Atlântico, como o norte e o centro de Portugal, o centro de Espanha e de França;
Clima temperado continental, países do centro e sul da Europa que não têm costa para o oceano Atlântico e que não se encontram na área do leste europeu, como o Interior Centro de França, o Luxemburgo, o interior da Itália, a Áustria o centro e o sudoeste da Alemanha;
Clima continental, todos os países do chamado leste europeu e do centro da Europa;
Clima polar, o norte da Finlândia e da Suécia e em Invernos muito rigorosos estes países na sua totalidade conjuntamente com os três países bálticos a Estónia, Letónia e Lituânia.
Clima equatorial, na Guiana Francesa, que prevalece em toda a sua extensão, desde seu litoral, ao norte (Oceano Atlântico), até a fronteira meridional com o Brasil.
Clima tropical, nas regiões francesas de Martinica e Guadalupe (nas Caraíbas) e Reunião (no Oceano Índico, perto de África)
As principais cadeias montanhosas são: os Alpes, os Cárpatos, os Balcãs, os Apeninos e os Pirenéus.

A maior planície da União Europeia é a Grande Planície Europeia, que abrange todos os Estados-membros da Europa Central e uma parte dos Estados-membros da Europa Ocidental e da Europa Centra

Meio ambiente
Aerogeradores na Dinamarca.Os países da União Europeia, no seu conjunto, constituem a grande potência mundial no que diz respeito ao desenvolvimento e aplicação de energias renováveis. A promoção das energias renováveis tem um papel muito importante, tanto em termos de reduzir a dependência externa de abastecimento energético da UE, como nas acções a serem tomadas em relação ao combate das alterações climáticas. Mas a Alemanha é o único membro da UE que está no caminho certo para alcançar as metas estabelecidas no Protocolo de Quioto sobre as alterações climáticas, que irá terminar em 2012.


Usina solar em um aterro sanitário em Fürth, Alemanha.O Conselho Europeu, em Março de 2007, aprovou um plano energético que inclui obrigatoriamente um corte de 20% das suas emissões de dióxido de carbono até 2020 e de consumir mais energia renováveis a representar 20% do consumo total na UE (contra os 7% em 2006).[21] O acordo, indirectamente, reconheceu o papel da energia nuclear para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, o que compete a cada Estado-membro decidir se quer ou não recorrer a essa tecnologia.

Por outro lado foi criado o compromisso de alcançar uma quota mínima de 10% de biocombustíveis no consumo total de gasolina e de gasóleo nos transportes em 2020.

A futura divisão do esforço para atingir a percentagem de 20%, terá em conta as especificidades energéticas de cada Estado. Além disso, a UE está empenhada em atingir até 30%, a redução dos gases com efeito de estufa, em caso de compromisso internacional que envolva as duas outras potências, como a dos novos países industrializados.

Demografia
Cidades mais populosas da União Europeia ver • editar
Posição Cidade País População Posição Cidade País População
Londres

Berlim

Madrid


1 Londres Reino Unido 7 744 942 11 Budapeste Hungria 1 645 091
2 Berlim Alemanha 3 448 584 12 Munique Alemanha 1 342 339
3 Madrid Espanha 3 137 083 13 Milão Itália 1 326 571
4 Roma Itália 2 473 972 14 Estocolmo Suécia 1 279 658
5 Paris França 2 187 534 15 Praga República Tcheca 1 185 340
6 Bucareste Roménia 1 918 256 16 Sófia Bulgária 1 123 404
7 Hamburgo Alemanha 1 774 688 17 Copenhague Dinamarca 1 080 638
8 Varsóvia Polónia 1 709 578 18 Dublin Irlanda 1 069 861
9 Viena Áustria 1 704 864 19 Bruxelas Bélgica 1 059 483
10 Barcelona Espanha 1 653 416 20 Colônia Alemanha 996 084


A população combinada de todos os 27 estados-membros foi estimado em 501 259 840 em janeiro de 2010.[22][23]

A população do bloco corresponde 7,3% do total mundial, ainda que a União Europeia abrange apenas 3% das terras do planeta, representando um densidade populacional de 113 habitantes por quilômetro quadrado, tornando-a um das regiões mais densamente povoadas do mundo. Um terço dos seus cidadãos vivem em cidades com mais de um milhão de pessoas, onde 80% residem em áreas urbanas em geral.[24] A União Europeia é o lar de mais cidades globais que qualquer outra região do mundo,[25] com 16 cidades com populações superiores a um milhão.

Além de muitas grandes cidades, o bloco europeu também inclui várias regiões densamente povoadas, que não têm núcleo único, mas surgiram a partir da conexão de várias cidades e agora abrangem grande áreas metropolitanas.[26]

Línguas

Línguas da União Europeia
Idiomas oficiais da União Europeia (UE-251) Língua Língua nativa (%) Total
Inglês 13% 51%
Alemão 18% 32%
Francês 12% 26%
Italiano 13% 16%
Espanhol 9% 15%
Polaco 9% 10%
Neerlandês 5% 6%
Greek 3% 3%
Tcheca 2% 3%
Sueca 2% 3%
Húngaro 2% 2%
Português 2% 2%
Catalão 1% 2%
Eslovaco 1% 2%
Dinamarquês 1% 1%
Finlandês 1% 1%
Lituano 1% 1%
Esloveno 1% 1%
Búlgaro
Romeno
1 - Publicado em 2006, antes da adesão da Bulgária e da Romênia, em 2007.

Entre as muitas línguas e dialetos utilizados na União Europeia, 23 delas são oficiais.[27][28] Os documentos importantes, como a legislação, são traduzidos em todas as línguas oficiais. O parlamento europeu, com sede em Estrasburgo (França), dispõe de tradução em todos os idiomas de documentos e sessões plenárias.[29] Algumas instituições usam apenas um punhado de línguas como línguas de trabalho internas.[30] A política de Língua é da responsabilidade dos estados-membros, mas suas instituições promovem a aprendizagem de outras línguas.[31][32]

O alemão é a língua materna mais falada (cerca de 88,7 milhões de pessoas a partir de 2006), seguido pelo inglês, italiano e francês. O inglês é de longe a mais falada língua estrangeira em mais de metade da população (51%), com o alemão e o francês a seguir. 56% dos cidadãos europeus são capazes de se envolver em uma conversa numa língua diferente da sua língua materna.[33] A maioria das línguas oficiais do bloco europeu pertence ao família de línguas indo-europeia, exceto o estoniano, o finlandês e o húngaro, que pertencem ao família de línguas Uralic, e o maltês, que é um língua afro-asiática. A maioria das línguas oficiais da União estão escritos no alfabeto latino com exceção do búlgaro, escrito em cirílico, e do grego, escrita no alfabeto grego.[34]

Além das 23 línguas oficiais, existem cerca de outras 150 regionais e línguas minoritárias, falada por cerca de 50 milhões de pessoas. Destas, somente as línguas regionais espanholas, irlandesas e galesas[35], pode ser utilizado pelos cidadãos na comunicação com as principais instituições europeias.[36] Embora os programas da União Europeia possam apoiar as línguas regionais e minoritárias, a proteção dos direitos linguísticos é uma questão para os estados-membros individuais. Embora a população de alto-falantes do romeno seja tripla[37] que de falantes de galês (apesar da Porajmos), a história da povo romeno na Europa é de sete longos séculos, onde sua língua não é oficial, em qualquer estado do bloco.

Além das muitas línguas regionais, uma grande variedade de línguas de outras partes do mundo são faladas por comunidades de imigrantes nos estados-membros, como o turco, por exemplo. Muitos idosos das comunidades de imigrantes são bilíngues, sendo fluentes em ambos os locais. As línguas dos migrantes não têm qualquer estatuto formal ou reconhecimento na União Europeia, embora a partir de 2007 fossem elegíveis para o apoio do ensino da língua parte do bloco.[34]

Religião

Porcentagem dos países-membros de União Europeia que afirmam acreditar em Deus.A União Europeia é um corpo secular sem nenhuma ligação formal com qualquer religião, mas o Artigo 17 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia reconhece o status "ao abrigo do direito nacional, igrejas e associações religiosas", bem como a de "organizações filosóficas e não confessionais".[38] O preâmbulo ao Tratado da União Europeia menciona a "herança cultural, religiosa e humanista da Europa".[38] Discussões sobre projetos da Constituição Europeia e, posteriormente, o Tratado de Lisboa, incluíram propostas para mencionar o cristianismo ou Deus, ou ambos, no preâmbulo do texto, mas esta ideia já chegou a enfrentar a oposição e foi descartada.[39] Esta ênfase sobre o cristianismo faz dela a maior religião na Europa bem como um marcador cultural para a Europa e muito influente na civilização ocidental ou europeia. Outras religiões importantes presentes na União Europeia são o islamismo e o judaísmo.

Os cristãos do bloco estão divididos entre os seguidores de catolicismo romano, numerosas denominações protestantes (especialmente na Europa Setentrional), ortodoxas orientais e orientais católicas (na Europa de Sudeste). Outras religiões, tais como islamismo e o judaísmo, também estão representados em sua população. A partir de 2009, a União Europei havia estimado uma população muçulmana de 13 milhões de habitantes[40], e um número estimado a um milhão de judeus.[41]

Pesquisas de opinião mostram que em 2005 a maioria dos cidadãos do bloco (52%) acredita em um Deus, e que a maioria tinha de alguma forma um sistema de crença, com 21% de vê-la tão importante. Muitos países sofreram queda no comparecimento da sociedade à igreja nos últimos anos.[42] Em 2005, revelou-se que dos cidadãos europeus (na época, o bloco tinha 25 membros na época), 52% acreditavam em um Deus, 27% de "algum tipo de espírito ou força de vida" e 18% não tinha qualquer forma de crença. Os países onde o menor número de pessoas relataram crença religiosa foram a República Checa (19%) e a Estónia (16%)).[43]

Os países mais religiosos são Malta (95%, predominantemente católicos romanos), o Chipre e a Roménia, ambos com cerca de 90% dos cidadãos que acreditam em Deus (predominantemente ortodoxas orientais). Em toda a União Europeia, a crença foi maior entre as mulheres, que aumentou com a idade, pessoas com educação religiosa, que deixaram a escola aos 15 anos com um ensino fundamental e posicionamento dos "próprios à direita da escala política (57%)".[43]

Política
Política da União Europeia

Sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo.O governo da União Europeia tem sido sempre colocado entre o modelo de conferência inter-governamental, em que os estados mantenham todos os seus privilégios e um modelo supranacional em que uma parte da soberania dos Estados é delegada para a União.

No primeiro caso, as decisões comunitárias são, de facto, tratadas entre os Estados e têm de ser tomadas por unanimidade. Este modelo, perto do princípio de organizações intergovernamentais clássicas, é defendido pelos eurocépticos. Segundo eles, são os chefes de Estado e de governo que têm legitimidade democrática para representar os cidadãos. Eles afirmam que as nações é que deveriam controlar as instituições da União Europeia. O segundo caso é o facto da actual eurofila. Eles salientam que as instituições deveriam representar os cidadãos directamente. Para eles, com o alargamento da UE em 2004 e 2007, as modalidades do processo de tomada de decisões no âmbito das instituições deve ser adaptável, a fim de evitar qualquer risco de paralisia.

A UE utiliza um modelo híbrido de governo: o Conselho da União Europeia é o representante dos Estados (decisões não requerem unanimidade, o voto de cada Estado é definido através do número de habitantes de cada um) e ao Parlamento Europeu, que representa os cidadãos. Este modelo é uma chave para a luta de influências entre as três instituições europeias: o Parlamento, a Comissão e o Conselho.

Ao todo, são sete instituições:


Edifício Berlaymont, em Bruxelas, sede da Comissão Europeia.Parlamento Europeu - é a assembleia parlamentar, eleita por sufrágio universal directo pelos cidadãos da União Europeia.
Conselho da União Europeia - anteriormente denominado Conselho de Ministros, é o principal órgão legislativo e de tomada de decisão na UE. Representa os Governos dos Estados-membros.
Conselho Europeu - é composto pelos Chefes de Estado ou de Governo dos países membros da União, juntamente com o Presidente da Comissão Europeia.
Comissão Europeia - instituição politicamente independente que representa e defende os interesses da União como um todo, a proposta de legislação, políticas e programas de acção, e é responsável pela execução das decisões do Parlamento e da SES. É o órgão com poder executivo e de iniciativa.
Tribunal de Justiça da União Europeia - garante a conformidade com a legislação da União, uma vez que os Estados-membros estão sujeitos judicialmente a ele.
Tribunal de Contas Europeu - controla a legalidade e a regularidade da gestão do orçamento da UE.
Banco Central Europeu - é responsável pela moeda única da Zona Euro e a sua principal missão é preservar o poder de compra do euro, assegurando assim a estabilidade de preços na respetiva zona.
Além disso, a UE tem cinco órgãos principais: o Comité Económico e Social, o Comité das Regiões, o Banco Europeu de Investimento, o Provedor de Justiça Europeu e a Europol.

Poder de decisão
Os documentos produzidos pela Comissão (basicamente os "livros brancos") e os tratados estabelecidos, têm certos princípios. A eles antecedem um grande número de decisões. Dois princípios orientam a tomada de decisões na UE após o Tratado de Maastricht: o princípio da subsidiariedade e o princípio da proporcionalidade.


Sede do Conselho da União Europeia.O presidente da Comissão Europeia participa nas reuniões do Conselho Europeu. No final das cimeiras, o Conselho Europeu realiza as suas conclusões em relatórios para a Comissão Europeia. Por seu lado, o Conselho Europeu atribui a cada Estado-membro, um número de votos que determinam a adopção de disposições legislativas ou que não votem.

Assim, como a única instituição eleita pelos cidadãos, o Parlamento Europeu tem um grande peso: um mero órgão consultivo, no início, comprou um verdadeiro poder de co-decisão, em paridade com o Conselho de Ministros em muitas questões. Assim, em 2004, o Parlamento pode influenciar a nomeação na Comissão Europeia. A sua representatividade, no entanto, permanece minada por taxas de abstenção nas eleições de deputados, geralmente mais elevada do que nas eleições nacionais.

No seu discurso antes da Conferência de Nice, Joschka Fischer, então Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, chamou a atenção para uma simplificação da União Europeia. Uma dessas ideias centrais era a abolição da estrutura em pilares, e substituí-lo com uma concentração numa pessoa jurídica para a União Europeia. Esta ideia foi incluída no Tratado de Lisboa, que entrou em vigor a 1 de Dezembro de 2009.

No Tratado de Lisboa, a repartição de competências em diversas áreas políticas entre os Estados-Membros e a União é:

Competência exclusiva Competência partilhada Competência apoiada
A UE tem competência exclusiva para formular diretrizes e celebrar acordos internacionais quando está contemplada num ato legislativo da União. Os Estados-membros não podem exercer competência em áreas onde a União tem. A União Europeia pode tomar medidas para apoiar, coordenar ou completar a ação dos Estados-membros.
A união aduaneira
O estabelecimento de regras de concorrência necessárias ao funcionamento do mercado interno
A política monetária dos Estados-membros cuja moeda seja o euro
A conservação dos recursos biológicos do mar no âmbito da Política Comum das Pescas
A política comercial política
O mercado interno
A política social para os aspectos definidos no presente Tratado
Economia, coesão social e territorial
A agricultura e pescas, com excepção da conservação dos recursos biológicos marinhos
Ambiente
A protecção dos consumidores
Transportes
Trans-European Networks
Energia
O espaço de liberdade, segurança e justiça
Normas comuns de segurança para a saúde pública, nos aspectos definidos no presente Tratado
A protecção e a melhoria da saúde humana
Indústria
Cultura
Turismo
Educação, juventude, desporto e formação profissional
A protecção civil (prevenção de desastres)
A cooperação administrativa


Política externa e de segurança
Política de Defesa e de Segurança Comum

Tribunal de Justiça, em Luxemburgo, pode julgar os Estados-membros sobre as leis da UE.A defesa e a segurança são tradicionalmente questões de soberania nacional. A política da União Europeia neste domínio foi estabelecido como o segundo dos três pilares do Tratado de Maastricht (1992), abolido com o Tratado de Lisboa, em 2009. A Política Externa e de Segurança Comum (PESC) foi alargada pelo Tratado de Amsterdão (1997) que define os seus objectivos, e redefinidos pelo Tratado de Lisboa. A política é coordenada pelo Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança. Embora a NATO seja a responsável pela defesa territorial da Europa, a UE adoptou missões de paz e humanitárias. O exército da UE inclui uma força europeia de intervenção rápida, compreendendo 60.000 membros.

A Comissão Europeia tem vindo a ganhar uma maior representação em organismos como o G8, principalmente através do Comissário para as Relações Externas, no entanto os Estados-membros estão representados na Organização Mundial do Comércio, através do seu comissário.

O efeito da política externa da União também se sente através do processo de alargamento; atractivos para vários estados que tenham adquirido a adesão é um factor importante que contribui para a reforma e estabilização dos países do antigo bloco comunista na Europa. A União é também a maior do mundo em dar ajuda humanitária e o principal contribuinte das agências da ONU envolvidas na ajuda humanitária e na cooperação para o desenvolvimento.[44]

Ajuda humanitária

Colectivamente, a União Europeia é o maior contribuidor em matéria de ajuda humanitária no mundo.A Comunidade Europeia de Ajuda Humanitária, ou "ECHO", prevê ajuda humanitária da UE para países em desenvolvimento. Em 2006, o seu orçamento ascendeu a € 671 milhões, 48% dos quais foram para os países da África, Caraíbas e o Pacífico.[45] Contando com as próprias contribuições da UE e dos seus Estados-membros em conjunto, a UE é o maior doador de ajuda no mundo.[46]

A ajuda da UE tem sido criticada pelo eurocéptico think-tank Open Europe por ser ineficiente, mal orientada e ligada a objectivos económicos .[47] Além disso, algumas instituições de caridade reivindicaram aos Governos europeus o aumento do montante que gastaram em ajudas por incorretamente incluir o dinheiro gasto no apoio a pessoas endividadas, estudantes estrangeiros e refugiados. Sob números inflacionados, a UE como um todo não atingiu o seu objetivo de ajuda interna em 2006, e não é esperado atingir a meta internacional de 0,7% do rendimento nacional bruto até 2015..[48] No entanto, quatro países já alcançaram essa meta, nomeadamente a Suécia, Luxemburgo, Países Baixos e Dinamarca. Em 2005, a ajuda da UE foi de 0,34% do PIB, que foi maior do que a dos Estados Unidos ou do Japão.[49]


Território/Estados-membros
Estados Na língua local
Alemanha Deutschland DE
Áustria Österreich AT
Bélgica België · Belgique · Belgien BE
Bulgária България BG
Chipre Κύπρος CY
República Tcheca Česká republika CZ
Dinamarca Danmark DK
Eslováquia Slovensko SK
Eslovênia Slovenija SI
Espanha España ES
Estônia Eesti EE
Finlândia Suomi FI
França France FR
Grécia Ελλάδα GR
Hungria Magyarország HU
Irlanda Éire IE
Itália Italia IT
Letônia Latvija LV
Lituânia Lietuva LT
Luxemburgo Luxembourg LU
Malta Malta MT
Países Baixos Nederland NL
Polónia Polska PL
Portugal Portugal PT
Reino Unido United Kingdom GB
Roménia România RO
Suécia Sverige SE
Em negociação
Rep. da Macedónia Република Македонија MK
Croácia Hrvatska HR
Turquia Türkiye TR
Em pré-negociação
Albânia Shqipërisë AB
Montenegro Црна Гора MN
Islândia Ísland IS


Região ultraperiférica da União Europeia
França: Guiana Francesa (GF ) - Guadalupe (GP) - Reunião (RE) - Martinica (MQ)

Portugal: Madeira (Mad) - Açores (Azo)

Espanha: Ilhas Canárias (Can)








Economia
Economia da União Europeia e Zona Euro.

16 países da UE adotaram o euro como moeda padrão.A economia da União Europeia é baseada num sistema capitalista liberal, sendo ligeiramente maior do que a economia dos Estados Unidos da América.

O principal objectivo económico da União Europeia é promover uma economia livre, concorrencial e sem barreiras comerciais tanto ao nível das mercadorias, dos capitais, como dos seus cidadãos e nomeadamente dos seus trabalhadores. Por esse motivo existem diversos mecanismos que asseguram estas liberdades, a Comissão Europeia como guardiã dos tratados vela para que os Tratados no âmbito da concorrência e da livre circulação de mercadorias, capitais e trabalhadores sejam respeitados, todos os cidadãos, entidades colectivas e estados podem recorrer destas decisões para o Tribunal de Justiça da União Europeia, e o Tribunal de Justiça da União Europeia vela para que caso a Comissão Europeia não aja em defesa dos Tratados para que este faça jurisprudência nesses assuntos.

Cultura e Educação
Ver artigo principal: Cultura da União Europeia
Para a cultura, a Comissão Europeia tem um comissário que agrupa a educação, a formação, a cultura e a juventude,[50] mas não o multilinguismo.[51]

Os programas educacionais europeus mais importantes são o Comenius, nas escolas, Leonardo da Vinci, para a formação profissional, o Erasmus, para o ensino universitário, e o Grundvig, para o ensino de adultos.


Liverpool: Capital Europeia da Cultura em 2008 (Bandeira).O programa eLearning promove a integração efectiva das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) nos sistemas de educação e formação da União Europeia. A linha mais importante deste programa é o eTwinning, uma iniciativa que oferece às instituições escolares um portal na Internet com ferramentas e apoio para facilitar a realização de projectos na geminação entre instituições de países diferentes. A geminação do eTwinning permite que professores de todas as disciplinas desenvolvam projectos educativos conjuntos e partilhem experiências e recursos pedagógicos, introduzindo uma dimensão europeia na sala de aula. Os alunos têm a oportunidade de aprender com os seus pares de outros países, de praticar línguas estrangeiras e desenvolver competências relacionadas com as TIC.

Em 1995, a Comissão Europeia publicou o Livro Branco sobre a educação e a formação, em que é explicada a importância dos cidadãos europeus em receberem formação ao longo da vida, conhecido como aprendizagem ao longo da vida. O objectivo é manter a competitividade e a luta contra a exclusão social.

A recolha destas ideias, em 2000, possibilitou a realização do Memorando sobre Aprendizagem ao Longo da Vida, documento de trabalho dos serviços da Comissão Europeia, que convoca um debate europeu para perceber a aprendizagem ao longo da vida, tanto a nível individual como institucional. No final da nota, levantou seis ideias-chave para considerar essa estratégia, para assim garantir o acesso universal à aprendizagem contínua e para a obtenção e renovação das competências dos cidadãos, aumentar o investimento em recursos humanos, criar métodos eficazes para a aprendizagem ao longo da vida, valorizando a aprendizagem não formal e informal, aconselhar e informar sobre as oportunidades de aprendizagem ao longo da vida e oferecer essas oportunidades.

Mesmo assim, existem grandes diferenças no plano cultural, social e moral entre os países desenvolvidos e potenciais da União em relação aos menos desenvolvidos.

A União Europeia desenvolve diversos projetos educativos e, apesar de eventuais défices em algumas das suas características, dedica grande esforço de coesão económica e social para que estes pontos fracos sejam abolidos, em especial nos países que recentemente aderiram à União.

Nos últimos anos, o chamado Processo de Bolonha, um acordo intergovernamental europeu, visa criar um Espaço Europeu de Ensino Superior, a fim de facilitar a mobilidade dos estudantes nos Estados-membros do acordo.

Multilinguismo
A União Europeia tem, em todas as suas instituições, 23 línguas oficiais e de trabalho.[52] No entanto, a Comissão Europeia, por exemplo, o Colégio de Comissários negocia com base em documentos apresentados em inglês, francês e alemão.

Os Estados-membros estão a ser utilizados, para além das identificadas 23 línguas, dezenas de idiomas, co-oficiais apenas em uma parte do território ou não oficiais. Uma das principais políticas da UE é promover a aprendizagem de todos os cidadãos de pelo menos duas línguas além da sua língua materna. O objectivo é não só facilitar a comunicação entre os cidadãos, mas também incentivar outras pessoas em direcção a uma maior tolerância e respeito pela diversidade cultural e linguística da União Europeia.

Vários programas de cooperação promovem a aprendizagem de línguas e a diversidade linguística através, por exemplo, de intercâmbios escolares, desenvolvimento de novos métodos, ou bolsas de estudo para professores de línguas. De alguma forma, o seu lema é "Unidos na diversidade" (em latim: "In varietate concordia").

Em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Europeia

quarta-feira, 5 de maio de 2010


A vegetação da Serra da Estrela varia com a altitude, o declive e a exposição geográfica. Grosso modo, reparte-se por três andares altitudinais: basal, intermédio e superior. No andar basal, a vegetação natural era originalmente formada principalmente por bosques, dominados pelo sobreiro (Quercus suber), a azinheira (Quercus rotundifolia), o carvalho-alvarinho (Quercus robur), o freixo (Fraxinus angustifolia) e, nos vales, ao longo dos rios, galerias de amieiros (Alnus glutinosa) e azereiros (Prunus lusitanica). Devido ao corte, ao fogo e ao pastoreio nos bosques, actualmente encontram-se pequenas áreas de matagal e vastas áreas de matos rasteiros, urzais e giestais. Com origem na actividade humana (pastoreio, fenagem e rega) ocorrem prados semi-naturais, em solos relativamente ricos em nutrientes. O andar intermédio era originalmente dominado por bosques de carvalho-negral (Quercus pyrenaica), azinheira (Quercus rotundifolia), vidoeiro (Betula celtiberica), teixo (Taxus baccata), azevinho (Ilex aquifolium) e freixo-de-folhas-estreitas (Fraxinus angustifolia). Devido principalmente aos incêndios e às actividades agrícolas e silvo-pastoris, actualmente encontram-se urzais e giestais, prados pioneiros e formações de feto-comum (Pteridium aquilinum). No andar superior os zimbrais-rasteiros e caldoneirais formavam a vegetação natural. Os fogos e o pastoreio estival produzem ainda etapas de degradação. Actualmente por entre rochedos, em profundos covões, o solo de turfa acolhe espécies vegetais, próprias das zonas frias, como o cervum (Nardus stricta) que serve de alimento ao gado. As plantas aromáticas e medicinais do PNSE são também de realçar. Destacam-se a argençana-dos-pastores (Gentiana lutea), a tramazeira (Sorbus aucuparia), o hipericão (Hypericum perforatum), o zimbro (Juniperus communis), o marroio (Marrubium vulgare) e o orégão (Origanum virens).

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Pinheiro-bravo (pinus pinaster)
Espécie florestal muito comum, da família das Pináceas, que pode atingir os 40m, de ritidoma espesso e muito rendilhado, castanho avermelhado, folhas em agulha aos pares e pinha ovóide ou cónica, simétrica na base e semente pequena com asa alongada e persistente.
O pinhal adquire maior extensão e representatividade na zona serrana, embora se encontre um pouco por todo o território, a maior parte das vezes sob a forma de bosquetes de reduzida dimensão.
espesso e muito rendilhado, castanho avermelhado, folhas em agulha aos pares e pinha ovóide ou cónica, simétrica na base e semente pequena com asa alongada e persistente.

Carvalho negral (Quercus pyrenaica)
Árvore de porte médio, por vezes pequeno, de copa irregular e casca do tronco cinzenta muito escura.
Encontra-se no andar intermédio de vegetação da Serra da estrela desde os 600-800 até aos 1600 metros.

Azinheira (Quercus ilex spp rotundifolia)
A azinheira é uma angiospérmica dicotiledónea, também denominada uma folhosa. Pertence à ordem das Fagales, família das Fagáceas, género Quercus, sendo a espécie Quercus ilex e subespécie rotundifolia.
Árvore de porte médio, com uma copa ampla e uma altura média de 15 - 20 m. Pode atingir, em casos extremos, os 25 m de altura.
O tronco tem uma casca acinzentada ou parda.
As folhas são persistentes, de cor verde-escuras, brilhantes nas faces superiores e com indumento esbranquiçado nas inferiores.
Têm uma forma ovada e lanceolada, com margem inteira ou muito ligeiramente serrada.
O fruto da azinheira é a bolota, que tem uma forma oval, possuindo geralmente pedúnculo.

Antinoria Agrostidea
É um endemismo ibérico e pode ser encontrada por exemplo na Lagoa da Paixão.

Cervum seco (Galio-Nardetum)
Podem ser vistos na Nave de Santo António, no Covão do Boi, no Vale do Conde e no Vale de Loriga, assumindo sempre um aspecto verdejante.

Cervum húmido (Junco-Sphagnetum compacti)
Encontram-se junto de lagoas como a Comprida.

Arrelvados
A degradação dos cervunais devido ao sobrepastoreio favorece a acção da erosão pela água escorrente determinando a abertura de clareiras com uma camada fina de saibro granítico.

Zimbro rasteiro (Juniperus communis)
É a planta de maior expansão aqui, devido à facilidade de propagação das suas bagas. Encontra-se no andar superior de vegetação da Serra da Estrela acima dos 1600 metros. Trata-se de um arbusto amoitado, resistente aos fortes ventos, às temperaturas muito baixas, ao gelo e à neve.
Também chamada junípero, da família das Cupressáceas, espontânea em várias zonas, sobretudo no Norte de Portugal, cujas bagas são usadas em farmácia para vinhos diuréticos e estomacais; junípero.

Teixo (Taxus baccata)
Arbusto ou árvore da família das Taxáceas, cujo fruto é uma baga vermelha muito procurada pelas aves, que assim espalham as sementes; a madeira é compacta, homogénea, acastanhada e de bom polimento.
De referir que esta planta deu origem ao nome da Freguesia do Teixoso.

Urze (Erica)
Nome de diversas plantas da família das Ericáceas, espontâneas em terrenos pobres em cal e com flores de cores diversas.
Nas encostas serranas dominam as urzes: urze vermelha (Erica australis), urze das vassouras (Erica scoparia), torga (Erica umbellata) e urze branca (Erica arborea).

Giesta (Cytisus)
Arbusto da família das Leguminosas, de ramos cilíndricos, poucas folhas e flores amarelas e perfumadas.
O meio arbustivo tem como denominador comum as giestas, sobretudo a giesteira branca (Cystisus multiflores) e a giesta negral (Cystisus striatus). No entanto é possível detectar diferenças significativas na composição e estrutura destas formações. Para além da densidade, altura e presença ou ausência de afloramentos rochosos no seu seio, é possível identificar determinados padrões que se prendem com a presença ou ausência de espécies. Assim as cistáceas predominam nas áreas mais baixas, xistosas ou sedimentares, enquanto as giestas são mais expressivas em granito.

Narcisos (Narcissus bulbocodium)
Com flores brancas, amarelas ou bicolores e fragrâncias diversas, os narcisos são utilizados desde há longos anos, como ornamentos.
Em Portugal Continental ocorrem quase duas dezenas de espécies de narcissus, ficando situadas as que têm maior procura comercial, na zona da Serra da Estrela: a Narcissus Rupicola (estrelinha), Narcissus asturiensis, Narcissus triandus e a Narcissus bulbocodium (campainhas).
Entre 1986 e 1991, a Holanda importou cerca de 3,5 milhões de bolbos de narcisos provenientes de Portugal. Directamente colhidos na natureza, ainda que ocorram em todo o País, é na Serra da Estrela que estas colheitas se verificam com mais incidência.

Fava-de-água (menyanthes trifoliata)
Pode ser encontrada na vegetação flutuante ou marginal das lagoas.

Caldoneira (Echinospartum lusitanicum)
Costuma revestir a base e as fissuras dos rochedos ou monólitos.

Carqueja (Genista Tridentata)
Planta espontânea de pequeno porte, da família das Leguminosas, com folhas rijas e pequenas, usada para acender o fogo de lenha.

Planta carnívora (Drosera Rotundifolia)

Tramazeira (Sorbus aucuparia)
Árvore pequena ou arbusto da família das Rosáceas, de fruto globoso, vermelho, não comestível.

Malmequer (Calendula arvensis)
Nome por que são conhecidas diversas plantas da família das Compostas, cujo capítulo tem as flores centrais amarelas e as marginais brancas ou amareladas como sejam o malmequer-dos-campos (Calendula arvensis) e o malmequer-dos-brejos (Caltha palustris).

Feto
Nome de diversas plantas vivazes que não dão flores, cuja parte aérea se reduz às folhas, geralmente muito recortadas e que podem parecer caules.

Medronheiro
Árvore da família das Ericáceas, que cresce bem no interior das matas de espécies de maior porte, tem bom coberto e madeira muito densa; o seu fruto é o medronho, muito utilizado para fazer aguardente.

Carvalho roble
Árvore de porte médio a grande, de folha caduca, com a casca do tronco lisa e acinzentada (enquanto jovem) e castanha e fendida (posteriormente), com o pedúnculo das glandes bem diferenciado. Pelo seu porte, resistência e duração da madeira, foi sempre considerada como a mais nobre das espécies florestais. Trata-se de uma árvore de folha caduca.

Tojo
Nome vulgar de diversos arbustos espinhosos da família das Leguminosas, com flores amarelas, próprios de lugares quentes e secos.

Fauna e flora da serra da estrela


A Fauna da Serra da Estrela

A serra da Estrela possui uma fauna selvagem que se caracteriza por uma riqueza e diversidade elevadas, constituindo, a nível nacional, uma das áreas de montanha mais importantes para a conservação da natureza. Esta riqueza resulta, em grande medida, da significativa diversidade de habitats existente numa área extensa e em que a acção negativa do homem sobre os ecossistemas naturais é pouco expressiva, em relação a outras regiões.

Assim, na serra da Estrela estão inventariadas cerca de 250 espécies de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, e mais de 2500 espécies de insectos e outros invertebrados, muitas das quais possuem um estatuto de conservação prioritário a nível europeu.


A fauna de invertebrados da serra, ainda que insuficientemente conhecida, inclui um número considerável de espécies exclusivas desta montanha, como os escaravelhos Iberodorcadion brannani, Monotropus lusitanicus e Zabrus estrellanus e a “esperança” Ctenodecticus lusitanicus.


O número de espécies de peixes na região é reduzido, incluindo apenas sete espécies: a boga (Chondrostoma polylepis), o barbo (Barbus bocagei), o ruivaco (Rutilus macrolepidotus), o escalo (Leuciscus sp.), a enguia (Anguilla anguilla), a truta-de-rio (Salmo trutta fario) e a truta-arco-íris (Onchorhynchus mykiss).


A fauna de anfíbios e répteis da serra inclui 13 e 20 espécies, respectivamente, sendo das mais diversificadas a nível nacional. A lagartixa-da-montanha (Lacerta monticola monticola) é uma subespécie endémica da serra da Estrela, com uma distribuição restrita a altitudes superiores a 1400 metros. Também a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) e a vibora-cornuda (Vipera latastei), pela vulnerabilidade das suas populações, merecem referência particular.


No que diz respeito às aves estão inventariadas, na área do Parque Natural da Serra da Estrela, mais de 150 espécies de aves das quais cerca de 100 nidificam na região. Muitas destas espécies são características de montanha apresentando, por isso, uma distribuição muito localizada em território nacional. São exemplo destas espécies: a cegonha-preta (Ciconia nigra), o falcão-peregrino (Falco peregrinus), o melro-das-rochas (Monticola saxatilis), a sombria (Emberiza hortulana), a ferreirinha-serrana (Prunella collaris) e o chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe).


Embora a fauna de mamíferos da serra se encontre empobrecida, em particular no que diz respeito a animais de maior porte, como o lobo (Canis lupus), este grupo ainda está representado por cerca de 49 espécies: sete de insectívoros, 19 de morcegos, dez de roedores, duas de lagomorfos, uma de artiodáctilo e 11 de carnívoros. De entre as várias espécies destacam-se 14 de morcegos, o gato-bravo (Felis silvestris), a toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus) e a lontra (Lutra lutra), pelo facto de apresentarem um estatuto de conservação desfavorável.

Fauna e flora da serra da estrela


Fauna é o termo colectivo para a vida animal de uma determinada região ou período de tempo. O termo correspondente para plantas é flora. Flora, fauna e outras formas de vida como os fungos são coletivamente chamados de biota.

Zoólogos e paleontólogos geralmente usam o termo fauna para se referir a uma colecção de animais tipicamente encontrados em um período específico ou lugar específico, por exemplo a "Fauna do Deserto de Sonora" ou "a fauna de Burgess shale".

Os Paleontólogos referem-se a uma sequência de cerca de 80 estágios de fauna, que são séries de rochas contendo fósseis similares.

O nome vem da Romana Fauna, deusa da terra e da fertilidade. Fauna é também o nome dado aos livros que catalogam animais. O termo foi usado pela primeira vez por Lineu como título de sua obra de 1746 Fauna Suecica.

Em botânica, flora é o conjunto das espécies de plantas (geralmente, apenas as plantas verdes) características de uma região.

Este trabalho resultou de uma intensa pesquisa bibliográfica e digital e, como é óbvio, não contém todas as espécies vegetais e animais mas tão-só as que nos pareceram mais significativas no concelho de Mirandela, aceitando sugestões para o melhorar

Fauna e flora da serra da estrela


A grande variedade florística coexiste com uma elevada diversidade de animais selvagens. Esta importante riqueza faunística inclui espécies protegidas como a lontra, a toupeira-de-água, a cegonha-negra, a águia-de-asa-redonda, a salamandra-lusitânica e o lagarto-de-água, muitas das quais têm uma distribuição restrita à Península Ibérica.

Merecem, também, referência espécies como a raposa, o coelho-bravo, o javali ou a perdiz e, ainda, a truta, a boga e o bordalo que abundam nos principais cursos de água.

Fauna e flora da serra da estrela



A Serra da Estrela integra a Cordilheira Central da Península Ibérica e faz no seu território a passagem do povoamento, do clima e da vegetação do norte para a do sul de Portugal.

Destaca-se pelo magnífico espectáculo que a neve proporciona no Inverno e que as árvores, as flores da montanha e as lagoas proporcionam durante o resto do ano. Mas também por ter o ponto mais alto de Portugal continental, a torre, que chega aos 2000 metros de altitude. Refira-se que, com céu limpo, do planalto da torre é possível ver grande parte do território português e parte do território espanhol. Assim, é possível avistar desde a Serra do Marão a Norte, a Serra da Boa viagem a Oeste, a Serra de Portalegre a Sul e a Serra de Gredos, em Espanha, a Este.

Os rios, as ribeiras, as nascentes de água e talvez mais ainda as lagoas "plantadas" entre as rochas são talvez o que de mais belo a Serra da Estrela tem para oferecer. Na Serra da Estrela nasce o Rio Mondego, o maior rio a nascer e desaguar em Portugal, assim como um importante afluente do Rio Tejo, o Rio Zêzere. Mondego e Zêzere proporcionam um cenário de natureza magnífico, mas propiciam também a prática de alguns desportos como a canoagem.

Fauna e flora da serra da estrela


Fauna e Flora da Serra da Estrela
Tres andares de vegetaçao
A Serra da Estrela apresenta-se como ponto de confluencia
de climas com características marcadamente diferentes.
Assim, enquanto a Sul se faz sentir ainda uma forte influencia
mediterrânea, a Leste a Norte é a rudeza do clima continental
que impera.
Por outro lado, a influência atlântica, aliada à altitude, é suficiente para que a precipitação esteja
entre as mais elevadas na Península Ibérica. Não é, pois, de estranhar encontrarmos aqui uma
grande variedade de fauna e flora, esta última enriquecida com algumas espécies
endémicas.Relativamente à flora, é possível diferenciar três andares de vegetação, cujos limites
altitudinais oscilam, necessariamente, conforme os flancos da Serra que se considerem .
1. Andar basal, de acentuada influência mediterrânea, até 800/900 metros, caracterizado pela
presença da azinheira (Quercus rotundifolia Lam.), do azereiro (Prunus lusitanica L. ssp. lusitanica),
do medronheiro (Arbutus unedo L.) (Fig. 1), da urze branca ou torga (Erica arborea L.), do pinheiro
bravo (Pinus pinaster L.) e do castanheiro (Castanea sativa Mill.), entre outras.
2. Andar intermédio, correspondente ao domínio do carvalho pardo (Quercus pyrenaica Willd.)
(Fig. 2), de 800 a 1600 metros. A composição florística deste andar inclui ainda o roble (Quercus
robur L.), o castanheiro (Castanea sativa Mill.), a urze branca (Erica arborea L.), a giesteira da
sebes (Cytisus grandiflorus (Brot.) DC.), a giesteira branca (Cytisus multiflorus (L’Hérit.)
Sweet), o tojo gadanhos (Genista falcata L.) e o feto ordinário (Pteridium aquilinum (L.) Kuhn).
3. Andar superior, correspondente ao domínio do zimbro (Juniperus communis L. spp. Alpina
(Suter) Celak) (Fig. 3), acima dos 1500 metros. Este andar comporta, ainda, dois tipos de
cervunais: os cervunais secos, cuja espécie dominante é o cervum (Nardus stricta L.) e onde
podem ocorrer outras espécies como as campaínhas amarelas (Narcissus bulbocodium L. var.
nivalis (Graells) Baker), e os cervunais húmidos, que se destinguem dos primeiros pela riqueza em
musgos e em Aulacomnium palustre Schwaeg e onde surgem, entre outras espécies, a Gentiana
pneumonanthe L.Para além da riqueza florística, na Serra da Estrela podemos encontrar uma
grande variedade de espécies animais. Próximo do meio rural, é possível encontrar a
águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), a raposa (Vulpus vulpus), que se refugiam nos pequenos
pinhais e caçam em áreas abertas; o sapo comum (Bufo bufo), que se esconde em muros e zonas
arbustivas, alimentando-se nas hortas e que vai acasalar em charcos e linhas de água; a toupeira
(Talpa occidentalis) que, aparecendo à superfície da terra num lameiro, poderá constituir a próxima
refeição da coruja-das-torres (Tyto alba); a lagartixa ibérica (Podarcis hispanica); a lebre (Lepus
capensis); a poupa (Upupa epops) e o coelho (Oryctolagus cuniculus).
Nas zonas em que o estrato arbóreo é dominante, é possível encontrar a geneta (Genetta
genetta) (Fig. 4), a fuinha (Martes foina), a coruja-do-mato (Strix aluco) e o pardal françês (Petronia
petronia), entre outras espécies.
O meio arbustivo, habitualmente muito denso, constitui um local de refúgio para inúmeros
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mamíferos, como o texugo (Meles meles), e suporta pequenas aves insectívoras, como a carriça
(Troglodytes troglodytes), répteis e anfíbios, como a sardanisca-argelina (Psammodromus algirus) e
o sapo-parteiro (Alytes obstetricans), respectivamente.
Acima dos 1600 metros, desfrutar-se de uma paisagem de características únicas em Portugal,
que se impõe pela sua majestosidade e rudeza. Neste meio sub-alpino, é possível encontrar o
mocho-real (Bubo bubo).
Nas margens dos cursos de água, existe uma fauna característica, da qual fazem parte a
toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus) – um dos mamíferos mais raros de Portugal e
considerado como uma verdadeira relíquia biológica; a rã ibérica (Rana iberica), o guarda-rios
(Alcedo atthis), a lontra (Lutra lutra), o musaranho-de-água (Neomys anomalus) e a
cobra-de-água-viperina (Natrix maura).
Por: Portal Serra da Estrela